Comentários

Quando escrevo algo e publico, sei que me coloco na condição de possível formador de opinião, porém, e quero que isso fique bem claro, tenho plena consciência de que minha opinião é apenas mais uma num universo de bilhões.
Assim, se você puder deixar um comentário sobre os textos que estão postados aqui, será muito interessante.
Se conversarmos sobre nossos dogmas, paradigmas e outras "verdades", poderemos juntos aumentar nosso alcance de visão e passaremos a enxergar um pouco além da ponta de nossos narizes, ou não.

domingo, 30 de outubro de 2011

Razão ou emoção?


Quando ganhamos tempo para responder sobre nossos sentimentos é porque racionalmente estamos procurando uma resposta diferente daquela que nosso coração já deu.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quadro torto


Cena: dois amigos, a quem vamos dar os originalíssimos nomes de Pedro e José, sentados no sofá diante da TV, assistindo a um jornal qualquer. Na parede, em frente ao sofá e logo acima do aparelho televisivo, um quadro torto.

Silêncio.
- Pedro: Cê viu, mostraram o cadáver do Kadafi?
- José: É, o cadáver.
Silêncio. Três minutos depois:
- José: Cê viu, disseram que o esporte preferido do ministro é lançamento indevido?
- Pedro: É, se deixar lançam mesmo.
Silêncio. Dois minutos depois:
- Pedro: Viu só o que tão falano da Copa?
- José: Vixe, tão falano.
Silêncio. Um minuto depois:
- José: Pedro? Posso arrumar esse quadro torto ai na parede?
- Pedro: Torto? É mesmo, nem tinha visto. Pode arrumar sim.
- José: Cara, isso me deixa incomodado, parece que fica chamando minha atenção, tenho que fazer alguma coisa.
- Pedro: Eu também, quando percebo isso não consigo prestar atenção em mais nada. Fico impaciente. Só melhoro quando arrumo o danado.
- José: Outro dia...
            Enquanto isso o jornal da à notícia de que um aposentado morreu na fila do hospital depois de dez horas esperando na fila. Mas isso não é nada comparado a um quadro torto na parede, esse sim nos incomoda e nos tira da inércia.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Todo joelho se dobrará



            Leia com bastante atenção esse texto, pois vou mostrar para você que a questão, na maioria das vezes, não é de acreditar ser certo ou errado, mas sim de achar-se no direito de determinar o que pode e o que não pode.
            Sabe, como não sou diferente de ninguém, muitas são as coisas que me deixam triste. Dentre elas quero destacar nesse texto a eterna questão sobre a dita música secular e a música evangélica (uso esses termos sem qualquer juízo de valor, é somente para melhor entendimento. Quando uso outros termos é por achar mais indicados para o momento).
            Aliás, o próprio termo evangélico, já está tão desgastado e mal usado, que aqueles que não são das igrejas evangélicas quando ouvem a palavra torcem o nariz, e garanto que, em boa parte dos casos, não tem nada a ver com luta entre luz e trevas, mas sim com trevas mesmo, se é que você me entende. Mas essa discussão fica para outro dia, e garanto que vai pegar fogo.
            Voltemos ao que o texto propõe. Dia desses li uma frase do pastor Ricardo Gondim que me chamou atenção, “...não existe diferença entre música cristã e do mundo (Só existe música boa ou ruim!)...” (texto na integra no endereço: http://www.ricardogondim.com.br/meditacoes/viver-nao-cansa/). Lógico que não faltaram irmãos para dizer, “Misericórdia pastor”.
            A guerra, disfarçada e não assumida, é obvia. É de gerar tristeza sem fim. Quem ouve musica evangélica como também musica secular, acusa quem só ouve musica evangélica de hipócrita, fariseu e por aí vai. Quem só ouve música evangélica, acusa a quem ouve também a musica secular de crente carnal, pecador, paquerador das trevas, etc. Sei que é triste, muito triste, ver as pessoas fazendo, em nome de sua crença, o que não deveriam, que é julgar a quem quer que seja. Só por essa razão, estão todas sem razão.
            A verdade é que, minha verdade por sinal, pois sei que milhões, com direito adquirido na graça de Deus, pensam diferente, mas como não dependo de quantidade de pessoas para pensar o que penso e faço, dependo apenas de assumir a responsabilidade, música, para mim, é simplesmente uma manifestação artística como outra qualquer. Assim como a literatura, teatro, cinema, televisão, pintura são arte, a música também é.
            Pensando assim, e você pode pensar o que for mais confortável para ti, que a amizade continua a mesma, sendo música arte, o que a caracteriza é aquilo que o Gondim destacou: existe a boa e a ruim. Existe a música que é própria para tocar no oficio sacro e existe música inapropriada para tocar no oficio sacro (aliás, centenas de corinhos que são tocados nas igrejas são pura heresia, e muitos dizem amém. Posso citar dezenas se alguém quiser, inclusive hinos). Existe música que é própria para se tocar em festas, numa declaração de amor, numa manifestação social, para alegar o triste e existe musica que nunca, mas nunca mesmo, deveria ser tocada, cantada ou ouvida em lugar algum ou por pessoa alguma, muito menos crianças (posso citar dezenas também, se alguém quiser).
            Todas as pessoas podem e deveriam cantar louvores, afinal esse é o conselho do salmo 150,6: “todo ser que respira louve ao Senhor”. Veja bem: “todo ser”. E todas as pessoas fazem uso, ou quase todas, da música popular, afinal de contas, o que vem a ser o Parabéns Pra Você e a Marcha Nupcial?
            É aqui, antes de terminar, que quero me referir ao que afirmei lá no inicio do texto. Se alguém diz, “eu não escuto música secular”, entendo eu que não deva escutar nenhuma, mas nenhuma mesmo, por mais simples que seja, pois se fizer isso estará caindo em contradição. Se essa pessoa cantar Parabéns Pra Você ou tocar em seu casamento a Marcha Nupcial, estará afirmando o seguinte: “Não é certo ouvir ou tocar musicar secular, mas existem algumas exceções, e eu é quem sei quais são essas exceções, que são Parabéns Pra Você e Marcha Nupcial.” Assim, a questão aqui não se trata de algo ser certo ou errado, mas do ato de reservar para si o direito de dizer para todos o que pode e o que não pode. E nem nos atenhamos a outros tipos de arte, tipo Monalisa, Capela Sistina, Harry Potter, documentários, etc.
            Meu conselho é que essa briga tola e desagradável seja deixada para trás, pois não trás nenhum benefício para a anunciação do evangelho de Jesus Cristo. Quem gosta apenas de música sacra, escolha as boas, pois são muitas. Descarte as ruins e viva bem com você e com Deus, assumindo as responsabilidades do que pensa e faz. Quem gosta de música sacra e popular, escolhas as boas, pois são muitas. Descarte as ruins e viva bem com você e com Deus, assumindo as responsabilidades do que pensa e faz.
            Para terminar, deixo um texto de Paulo, que na verdade não fala de música e nem de comida, ainda que pareça, mas fala de julgar o outro: “Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou. Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar. Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus .Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor. Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos. Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Porque está escrito:  “‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’. Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão” (Romanos 14,3-13).
            E se alguém leu o texto a disse, “Esse pastor é dos meus”, ledo engano, não sou seu e não sou meu, sou de Cristo, como você também o é. Vivamos para a glória Dele.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Espelho, espelho meu...


Aposto que já te aconteceu,
Parar de ler de repente,
Pois parece que quem escreveu,
Fez isso pensando na gente.

Quem pensa que é?
De onde me conhece?
Será que realmente fala de mim?
Melhor manter discrição.

Fecho o livro,
Afinal, não é comigo,
Mas feito macaco diante do espelho,
Olho de novo e reconheço meu umbigo.

Danado desse que não sei quem é,
Revela o que escondo até de mim.
Obrigado sou a perguntar:
Espelho, espelho meu,
Existe nesse mundo véio,
Alguém mais confuso do que eu?


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Quem me dera ao menos uma vez...


               Dia desses passei algumas horas do dia assistindo na MTV a programas que lembraram a carreira da Legião Urbana, pois faz quinze anos que Renato Russo faleceu.
                Eu cresci escutando a Legião. Sou fã das letras de Renato Russo. Logicamente, que tudo isso me levou a um sentimento de nostalgia, diga-se de passagem, a um bom sentimento de nostalgia.
                Lembrei-me de muitos dos meus amigos e tive muitas saudades deles, especialmente de um, o Marcação. O nome dele era Marco Antonio, e recebeu esse apelido, porque às vezes ele tinha atitudes, das mais variadas e possíveis, e principalmente as relativas às escolhas de suas namoradas, que eram impossíveis de serem explicadas.
                Dos muitos grandes amigos que tive na adolescência ele foi meu Grande Amigo e ainda que no final da adolescência, por decorrência de nossos excessos de álcool, tenhamos nos separado, não consigo ter nenhum sentimento hostil quando me lembro de meu irmão Marcação.
                Passamos por todas as loucas ideias da adolescência juntos. Loucas ideias, porque depois que saímos da fase da adolescência e passamos para a fase adulta achamos que ser amigos para sempre é impossível. Mas, vamos a algumas dessas ideias, que bem poderíamos resgatar algumas:
·         Amigos para sempre: quando somos adolescentes, acreditamos que nossas amizades vão durar para sempre e que nenhum conflito da vida será capaz de desfazer algo tão “solidamente” construído;
·         Vamos compartilhar tudo: quando somos adolescentes, emprestamos roupas uns dos outros, fazemos “vaquinha” para pagar a parte da viagem que um dos irmãos não tem condições de pagar, colocamos oito ou nove pessoas dentro de um fusca, somos amigos dos nossos amigos e inimigos dos inimigos dos nossos amigos, terminamos um namoro só porque a prima de nossa namorada não quer dar bola para nosso amigo, etc.;
·         Nossos responsáveis não nos compreendem: quando somos adolescentes, temos certeza absoluta que nossos pais ou responsáveis não sabem nada e a única ocupação que eles têm em suas vidas é a de atrapalhar nossa escalada rumo ao topo da mais alta montanha, lugar esse em que temos certeza que vamos encontrar a felicidade;
·         Quanto mais gente melhor: quando somos adolescentes, evento legal não é algo intimista e reservado. Festas, shows, viagens legais são aquelas em que num lugar em que cabem dez pessoas, colocamos cem;
·         Basta estar juntos: quando somos adolescentes, um momento para ser especial não depende de grana e lugar, depende apenas de se estar juntos;
·         Nada é impossível: quando somos adolescentes, nada, simplesmente nada, é impossível;
·         A distancia não acaba com as amizades: quando somos adolescentes, as distâncias, por maiores que sejam, não têm poder de acabar com as amizades;
·         Mínimas coisas tão tragédias: quando somos adolescentes, coisas mínimas, tais como não poder ir a uma festa, são motivo para declarar guerras eternas contra os adultos;
·         Só um adolescente entende outro adolescente: os adultos para satirizar os adolescentes costumam dizer: “Já vai dizer, ninguém me entende”. Óbvio que quando falamos isso nos esquecemos totalmente da nossa adolescência, pois quando somos adolescentes sabemos exatamente qual é a única pessoa capaz de entender um adolescente: outro adolescente.
                Chega por hoje. Você que está lendo esse texto pode dizer que me esqueci do primeiro beijo, da primeira namorada, do primeiro salário, do primeiro crediário, da primeira roupa de marca, do primeiro show, da primeira viagem. Não me esqueci não, e fico feliz se você acha que me esqueci, pois se fez isso é porque se lembrou que um dia também foi adolescente.
                Não tenho vontade de voltar a ser adolescente, até porque gosto de minha vida de adulto e de tudo que tenho conquistado nela. O que quero é propor algo para você que está lendo essas linhas e também se lembrou de sua adolescência: Que tal se nos uníssemos e ajudássemos nossos adolescentes e crianças a ter uma vida melhor ao invés de ficarmos dizendo que eles não passam de uma juventude perdida, sem respeito por ninguém e futuros bandidos?
               Escuto muitas pessoas falando que os jovens de hoje não têm Deus no coração. Bem, se achamos que temos Deus no coração, a ponto de sabermos quem também tem, deveríamos compartilhar esse amor que habita em nós com aqueles que supostamente afirmamos que não conhecem. Vocês não acham?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Boa vontade



            Quando ajudamos a realizar algo, são muitos os motivos que nos levam a essa ação: amor, pena, imposição, obrigação, segundas intenções, boa vontade, etc.
            São tantos os motivos que poderíamos escrever um texto somente para citá-los à exaustão. Por isso, citei apenas alguns e dentre esses quero destacar a boa vontade, pois foi justamente essa que me levou a escrever esse texto.
            Faço-lhe uma pergunta: O que é para você boa vontade? No site da SciELO Brasil encontrei a seguinte definição que me deixou satisfeito:
            A boa vontade implica numa disponibilidade, que se manifesta com a percepção de uma necessidade em outra pessoa, para espontaneamente ajudá-la, visando efetivamente seu benefício. Inclui um sentimento positivo em relação a si mesmo, relacionado com a ação praticada, mas também um sentimento positivo em relação ao outro que recebe a ação.
            Segundo a definição acima dentre as características da boa vontade temos disponibilidade, percepção, espontaneidade, sentimentos positivos. Assim, como a própria expressão já afirma, boa vontade é algo do bem. Segundo Kant, "De todas as coisas que podemos conceber neste mundo ou mesmo, de maneira geral, fora dele, não há nenhuma que possa ser considerada como boa sem restrição, salvo uma 'boa vontade'" (KANT, 1991), ou seja, a boa vontade é a única coisa que pode ser considerada como boa em si mesma.
            Se levarmos em consideração, tudo isso que foi dito até aqui, poderíamos ter o entendimento de que aqueles que agem por boa vontade nunca deveriam ser reprimidos, pois se há algo de bom para se fazer nessa vida, principalmente com relação ao outro, é agir por boa vontade.
            Porém, refletindo um pouco mais sobre essas duas afirmações fica claro que, - o que, aliás, para minha compreensão de ação solidária é um balsamo - até mesmo a boa vontade precisa de parâmetros para ser eficaz e provocar algo de bom naquele que é objeto dela.
            A boa vontade sem parâmetros pode nos levar a errar. E o que é mais avassalador, é que pode nos levar a errar justamente quando estávamos cheios de desejo de acertar.
            Mas, além dos parâmetros destacados na primeira citação, que de tão claros que são, dispensam mais comentários, quero destacar algo que encontrei no evangelho de Lucas e que em minha opinião deve estar em segundo lugar (o primeiro destacarei no final do texto) quando falamos de boa vontade, que é seguinte orientação: “Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles(Lc. 6,31).
            Acredito que esse ensinamento bíblico deve nortear todas as ações de nossa vida. Logo e lógico, a boa vontade não fica de fora. Sempre temos que levar em conta que ao agirmos devemos nos perguntar se a forma que escolhemos para agir é a mesma, ou semelhante, a que gostaríamos que alguém usasse quando fosse nos ajudar.
            Afinal de contas, você gostaria que alguém que agindo com boa vontade e tendo você como objeto dessa ação, o fizesse de forma grosseira, arrogante, como se fosse dono da verdade, como se fosse um juiz, que lhe apontasse o dedo, que interrompesse sua fala, que ignorasse seus sentimentos, que ignorasse suas necessidades naquele momento, etc.? Se sua resposta for não, o que Lucas está dizendo é que então você nunca deve fazer isso com o outro, pois até mesmo a boa vontade, que é boa em si mesma, possui parâmetros de atuação, pois, “Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.
            Alguém pode dizer: “Há! Mas alguém com boa vontade, não faria isso que foi citado!”. Respondo: pense em algumas de suas ações de boa vontade e em algumas vezes em que você foi objeto desse tipo de ação. Pergunto: continua pensando da mesma forma? Será que você nunca disse ou ouviu alguém dizer: “Olha, vou dizer isso porque quero o melhor para você, isso que você esta fazendo é coisa de gente que não presta”. Pelo principio de Lucas se você não gostaria de ser chamado de gente de não presta, não deveria falar isso para o outro, mesmo sendo de boa vontade.
            Para finalizar, quero deixar aqui o parâmetro de regência da boa vontade que em minha opinião deve estar em primeiro lugar. Antecipo que nada vou comentar sobre ele, pois, se os que citei acima já falam por si, esse fala por si e por todos: “1  Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino. 2  Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada. 3  Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.” (1Co 13,1-3).

domingo, 18 de setembro de 2011


Atênção, 
leia a mensagem como se estivesse na página do twitter, ou seja, de baixo para cima (pode um negócio desse?!)


Marcelo Cianelli
MCianelli Marcelo Cianelli 
menos intelectualidade, gostar ou não do twitter, pois existem pessoas sensacionais twitando (é assim??). Só não gostei mesmo. bençãos a tds
Marcelo Cianelli
MCianelli Marcelo Cianelli 
que alguém quer dizer, é preciso ler de baixo para cima. Não interpretem como arrogância minha, pois não nem considero, nem mais e nem
Marcelo Cianelli
MCianelli Marcelo Cianelli 
ferramenta arrebatadora de milhões de pessoas, mas que confesso, a mim não empolgou. Há acabei de aprender uma coisa aqui, para entender o
Marcelo Cianelli
MCianelli Marcelo Cianelli 
do twitter (tive a impressão de que é uma tentativa de filosofar, explicar a vida e contar a história em 140 sinais). Sumo para sempre dessa
Marcelo Cianelli
MCianelli Marcelo Cianelli 
Aproveitando que, sigo poucos e poucos e me seguem, que nada tenho aprendido a nada tenha ensinado e definitivamente não entendi a utilidade

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

TEMPO DE AMADURECIMENTO

Muitas das grandes teorias que temos são fruto de observações atentas à natureza que nos envolve. Qualquer um de nós que refletir atentamente sobre as coisas que acontecem bem na nossa frente poderá extrair sabedoria que abençoará nossa vida.

Em frente de casa temos uma árvore que na primavera dá pequenas flores de coloração rosa. Essas flores quando brotam nos galhos da árvore não passam de pequenos pontos brancos que no tempo oportuno desabrocham numa delicada e linda flor. algo muito interessante é que as flores não se abrem todas ao mesmo tempo. Abrem-se no mesmo período, mas não imediatamente juntas, pois cada uma tem seu tempo de amadurecimento.

Quando olhamos para esse evento e nos voltamos para nossa vida, percebemos que acontece o mesmo conosco. Cada um de nós tem seu tempo oportuno para que as coisas aconteçam. 

Tudo em nossa vida é um processo, devemos respeitar esse tempo e não forçar para que as coisas aconteçam fora de tempo, o que pode fazer bem para qualquer pessoa (se é que o faz), mas não para nós.

Como exemplo cito o perdão, que é um processo em nossa vida e não um passe de mágica. Respeite esse tempo em sua vida. O importante é não imterromper o amadurecimento do perdão, alimentando nossa mágoa, com ressentimentos que nos levam para um abismo profundo. Disponha-se para que Deus aja em sua vida e com o tempo o perdão vai florecer fazendo surgir uma linda flor chamada superação.

Não se preocupe com as pessoas que ficam forçando um perdão prematuro, pois esses, certamente ainda têm que perdoar muito e não o fazem, pois passam tempo cuidando do processo de amadurecimento alheio e deixam o seu processo estacionado.

Deixe Deus agir em sua vida e movimente-se para que seu amadurecimento faça florescer em sua vida o maravilhoso fruto do Espírito.   



quinta-feira, 28 de julho de 2011

fé - parte I


21  E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar. 22  E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés 23  e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva. 24  E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. 25  E certa mulher, que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, 26  e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior, 27  ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua vestimenta. 28  Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei. 29  E logo se lhe secou a fonte do seu sangue, e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal. 30  E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: Quem tocou nas minhas vestes? 31  E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? 32  E ele olhava em redor, para ver a que isso fizera. 33  Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. 34  E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal. (Mc 5,21-34)

No capítulo 5 do evangelho de Marcos encontra-se um dos textos bíblicos que mais me chama atenção. Trata-se da ressurreição da filha de Jairo e da cura da mulher com fluxo de sangue. Esse texto me maravilha com a forma que nos ensina sobre fé e também sobre como Jesus tem tempo para cada uma de nossas vidas, independente da urgência de cada pessoa.
Quero meditar um pouco sobre esse texto, destacando o tema fé. Vou fazê-lo em três partes, dividindo cada uma em outras três partes. Hoje quero falar sobre, a fé que precede a ação, a fé reconhecida por Deus e fé mostrada em comportamento. Esclareço que não se trata de tratado sobre fé, por isso não vou citar dezenas de textos, se você procura algo assim, aconselho que leia sobre isso em Calvino e Lutero, pois esses já escreveram tratados sobre fé, infinitamente melhores do que poderia eu escrever.
Ao lermos o texto percebemos que tanto Jairo como a mulher procuraram o auxilio de Jesus porque acreditavam em seu poder para atender suas necessidades. Note que tanto um como a outra se dirigiram até Jesus de maneira positiva. Jairo afirma que se Jesus fosse com ele, curaria sua filha. A mulher pensou categoricamente que se apenas tocasse nas vestes do Senhor ficaria curada de sua enfermidade. Nenhum dos dois faz questionamento sobre a capacidade de Cristo. Pelo contrário, tomam suas atitudes porque simplesmente acreditavam que a ação de Jesus seria benevolente para com eles.
Essas duas pessoas dão uma lição de fé. Sabem bem que a fé,  fazendo paralelo com Hebreus,  é acreditar cegamente. Não há espaço para a curiosidade, nem tão pouco para jogos supersticiosos quando falamos sobre fé. Fé não precisa de prova nem tão pouco confirmação. Quem tem fé acredita nas promessas de Deus e pronto. Deus, aliás, que já é alguém em quem acreditamos na existência pela própria fé.
Isso deixa bem claro que quando procuramos algum favor de Deus, devemos fazê-lo antes de tudo com fé. A fé deve vir antes da procura. Nunca solicitar algo de Deus com o intuito de verificar seu poder, para depois sim, acreditarmos em sua infinita capacidade. Fé é ter certeza da possibilidade da realização do possível e do impossível, do crível e do incrível, do acreditável e do inacreditável.
O segundo aspecto que quero destacar aqui é a fé reconhecida por Deus. O texto diz que Jesus respondeu positivamente à solicitação de Jairo de que o acompanhasse até sua casa, ou seja, o Senhor reconheceu que o pedido daquele homem vinha de um coração com fé. Se Jairo se aproximasse de Cristo como apenas mais pessoa na multidão, certamente nada aconteceria de maravilhoso em sua família, pois seria apenas mais um sedento de pães e peixes. Ao atender o pedido daquele pai, Jesus mostra que estava diante não apenas de um espectador de milagres, pelo contrário estava diante de um objeto de milagres.
            A mulher enferma então não precisa nem dizer, mas vamos dizer, quando ela toca em Jesus, ele simplesmente percebe que dele saira poder. É impressionante como quando alguém que tem fé aproxima-se do Senhor ele nota sua presença mesmo que não esteja dando atenção direta a essa pessoa. O texto nos informa que Jesus era comprimido pela multidão, ou seja, era apertado por todos os lados, pois muitos o tocavam, mas quando ele recebe um toque com fé, reconhece o toque imediatamente.
            Não importa se nos aproximamos do Senhor pela frente, pelo lado ou pelas costa, se fizermos isso com fé, ele perceberá nossa presença imediatamente.
            O terceiro aspecto é a questão da forma comportamental de se demonstrar a fé.
Jairo era um homem da sinagoga, ou melhor, era um dos principais da sinagoga. Conhecia muito bem todas as exigências legais e religiosas para se aproximar de Deus. Assim, podemos perceber em sua aproximação toda a reverência que se devia esperar de um líder religioso de sua posição. Podemos ver ali, reconhecimento de senhorio, adoração, clamor e tudo o mais que a ortodoxia manda.
Por outro lado, a mulher faz quase tudo ao contrário de Jairo. Primeiro que ela tinha um fluxo de sangue, o que pela lei a tornava impura e por isso não podia tocar em homens, pois os tornaria impuros também, e o texto diz que ela passou por entre a multidão, ou seja, tocou em dezenas de homens. Não se prostrou, não clamou, nem falou com Jesus. Ela só que queria tocar no Senhor e ir embora.
Assim, temos duas formas totalmente diferente de aproximação e pergunto: “Qual a forma correta de me aproximar de Jesus, formal ou informal?”. Para responder isso tenho que recorrer ao salmista que diz que um coração quebrantado e contrito nunca será desprezado por Deus. Não importa se nos aproximamos do Senhor de maneira formal ou informal, ortodoxa ou não ortodoxa, pois o que chamará mesmo a atenção será a presença da fé. O que realmente chama a atenção de Jesus é um coração quebrantado e contrito, cheio de fé.
Não estou defendendo que qualquer coisa vale, pois sei que isso não é verdade. O que estou dizendo é quando olhamos a nossa volta, não sabemos quem é quem, mas Deus sabe exatamente. Qualquer um corre o risco de acreditar que o que importa é a forma e não a fé, ou seja, alguém mais tradicional pode acreditar que a única coisa  importante é sua reverência e alguém mais espontâneo pode acreditar que a única coisa importante é sua forma descontraída. Afirmo que sem fé, nem uma e nem outra terá algum valor.
            Fé reconhecida por Deus dentro de um coração quebrantado e contrito é disso que precisamos para sermos objetos de milagres vindo da parte de Deus por intermédio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

sábado, 25 de junho de 2011

Tenha bom ânimo

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (Jo 16,33)

Muitas vezes quando conversamos acabamos direcionando a conversa por aquele caminho que termina na reclamação da dificuldade da vida. 

Muitos de nós protestantes, infelizmente por sinal, temos a ideia que somente nós temos sofrimento e dificuldades. Achamos que aqueles que não são cristãos estão nadando em facilidades e as portas estão abertas à sua frente. Isso é um grande engano, pois, todas as pessoas, sem excesão têm algum tipo de dificuldade em suas vidas.

As aflições fazem parte da vida, assim também como as vitórias fazem parte da vida. Nessa semana, apesar de ser sãopaulino, acompanhei a final da Libertadores da América, entre Santos e Penharol. Depois da conquista, em muitas entrevistas, os jogadores santistas destacaram a dificuldade que foi vencer esse torneio. Pensei comigo, o que queriam os jogadores, ganhar fácil? São dezenas de clubes, técnicos, centenas de jogadores, milhões de torcedores, todos querendo um único troféu. É óbvio que para ganhar esse troféu a luta tem que ser intensa até o final.
Sei que a vida não é um jogo de futebol. Sei que somos muito mais importantes que um troféu feito de metal. Por outro lado, sei também que existem milhares de atletas muito mais empenhados em ganhar um troféu feito de metal do que milhoes de pessoas empenhadas em serem felizes.

O triste é que muitas vezes a desistência tem uma única explicação: "É difícil!". Ou seja, infelizmente, muitos desistem de sua felicidade simplemente porque chegam à conclusão, verdadeira por sinal, de que alcançar a felicidade não é fácil.

Mas pergunto: "O que na vida é fácil?". Alguém poderia responder: "desistir, é fácil!". Desistir pode ser mais fácil que continuar lutando, mas conviver com as consequências da desistência é tão difícil quanto conviver com as dificuldades  existentes em continuar lutando para se alcançar o que deseja.

No texto bíblico não encontramos nada que diga que a vida é fácil, pelo contrário, encontramos muitas passagens que fazem referências às dificuldades. A verdade é que o fato de algo ser difícil de ser alcançado não é motivo para a desistência em tentar alcança-lo.

Quando lutamos por algo que queremos, nada garante que conseguiremos alcançar aquilo que desejamos. Por outro lado, quando não lutamos por algo que desejamos, é certo que não conseguiremos alcançar aquilo que queremos.

As dificuldades da vida são certas, Jesus já afirmou isso. Mas, Jesus quando afirmou que no mundo teríamos aflições, o fez não para causar desanimo em nossas almas, pelo contrário, o que ele queria era trazer conforto para nosso coração sofrido, pois também afirma que já venceu o mundo.

Se mesmo vivendo em Cristo as aflições são certas, também são certas as vitórias, pois ter dificuldades é uma constatação e ter vitórias é uma promessa que nosso Deus nos faz. E a palavra nos ensina que o Senhor cumpre tudo o que promete.

Continuemos lutando e tentando, pois em Cristo a vitória é certa.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Perdão

Dia desses alguém me pediu para exemplificar o perdão por meio de uma metáfora. Contei assim:

O perdão é como uma ferida, enquanto ela estiver aberta, precisa de tratamento. Depois de fechada, ela pode deixar até uma cicatriz, mas quando não causa mais dor essa ferida está curada.

Enquanto a ofensa que sofremos causar dor, precisamos de tratamento. Quando ela não causar mais dor, pode até deixar uma marca, mas não precisa mais de tratamento, assim, está estabelecido o perdão.

Assim, perdão não é um lance de mágica, mas sim um período de maturação necessário para que ele aconteça.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Supondo que queiram saber o que pensamos

          Interessante como a Internet prolifera instrumentos de publicação de pensamentos e opiniões.
          Não importa se são bons ou ruins, ótimos ou péssimos, quem desejar dar alguma opinião, seja ela qual for, encontra na Internet o meio ideal para isso.
          Você expõe sua opinião e tantas outras pessoas tomando-a por base expõem a delas. Com isso você conquista amigos e inimigos. Tudo por causa de uma opinião.
          Hoje aderi ao Twitter. De tanto ouvir falar resolvi que também deveria fazer parte desse universo de pessoas que contam de suas vidas, falam o que deveriam e não deveriam falar, opinam sobre devem e não devem opinar.
          Assim, temos o Orkut, o Facebook, o Twitter, Os blogs, os sites, etc.
          Tudo isso por um simples fato: supomos que as pessoas querem saber o que pensamos ou o que deixamos de pensar. 
          Sinceramente não sei se isso é para rir ou para chorar.
         Ah! se por acaso quer saber as coisas que penso, além desse blog, tenho agora o Twitter @Mcianelli

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ah! Os estereótipos.

            Antes do texto quero deixar aqui registrado que durante algum tempo perdi o desejo de escrever. Como só escrevo por prazer e não por obrigação, não tinha como fazê-lo. Agora esse desejo voltou. Rendo graças a Deus por isso, mas não posso deixar de agradecer a algumas pessoas que me cercam, primeiro, minha esposa, pessoa sem a qual eu não seria quem sou hoje; segundo aos meus queridos Pr. Semião Ladeira, Dona Maria e  Zuleide, que sempre acreditaram em mim e perseveraram em acreditar; terceiro, aos irmãos da 3ª Igreja Presbiteriana Independente de Sorocaba,  por seu amor e carinho.

              Agora sim, vamos às coisas que penso:

          Comprei há poucos dias um novo computador, pois minha querida (querida mesmo) esposa pediu para que o outro ficasse com ela. O detalhe interessante desse novo computador, e que gerou esse texto, é que o tampo dele é cor de rosa. Minha esposa anunciou antes, “vão fazer piada com esse detalhe”, eu disse “imagine, essa coisa de rosa ser cor exclusiva de mulher e azul de homem já passou”.
            Bem, recebido o computador o coloquei em teste, levando-o para todo canto em que vou e usando-o ao máximo. Na escola em que dou aulas ouvi a primeira pergunta: “que computador bonito, é da sua mulher?”. Na faculdade onde estudo ouvi outra pergunta: “que computador bonitinho, é da sua mulher?”. Na igreja em que auxilio meu pastor ouvi ao final do culto: “e esse computador rosinha ai pastor!?”, “computador rosinha pastor!?”, “usando o computador da Alithéia pastor!?” e por aí foi.
            As perguntas não me ofenderam, até porque nenhuma delas foi feita com essa intenção. Foram feitas em tom de brincadeira. E claro, eu que também gosto de brincar e são paulino que sou, respondia: “computador de são paulino!”
            Contudo, fiquei pensando sobre estereótipos e o quanto eles são verdadeiros ou falsos. A conclusão a que cheguei é que em boa parte dos casos não relatam verdade alguma. Tenho um computador rosa e não tenho nenhuma questão mal resolvida com minha sexualidade, sou heterossexual, casado com uma mulher maravilhosa e além do computador com tampo rosa, também tenho gravatas e camisas nessa mesma cor.
            Mas, fiquei me perguntando sobre as questões dos estereótipos e quero que pensemos em alguns deles, se são, ou quando são verdadeiros ou não:

  1. Até que a morte os separe? (estereótipo do casamento);
  2. Todos os representantes povo, representam o povo? (estereótipo da democracia)
  3. Todo político é corrupto? (estereótipo de um povo cansado)
  4. Todas as pessoas que usam rosa são femininas? (estereótipo criado em algum século passado)
  5. Todas as pessoas que usam azul são masculinas? (idem ao de cima)
  6. Filhinho de peixe, peixinho é? (estereótipo em forma de provérbio)
  7. Pau que nasce torto, morre torto? (idem ao de cima)
  8. Não bebo, não fumo, não danço, logo sou servo de Deus? (estereótipo evangélico que leva em conta somente o comportamento e não o coração)
  9. De Nazaré pode sair algum profeta?

            Bem, as oito primeiras são para você pensar. A última quero comentar, pois é justamente ela que prova que o estereótipo pode ser infinitamente mentiroso.
            Essa afirmação pode ser encontrada no Novo Testamento e foi dita por um líder religioso quando se referia à pessoa de Jesus Cristo. A cidade de Nazaré era pequena e desvalorizada em sua região. Local sem tradição e sem nenhum atributo que lhe pudesse trazer algum destaque positivo. Pelo menos era assim que pensavam os judeus.
            Esse era o estereótipo, “de Nazaré não pode sair nenhum profeta digno de boa nota!”, logo, Nazaré era um lugar ser perspectiva alguma, um lugar miserável, um lugar sem futuro, um lugar para não se pertencer. Se você fosse de Nazaré, você seria um “ninguém”. Esse era o estereótipo criado pela cultura da época e que de tão divulgado, tornou-se verdade absoluta naquela região.
            Só que existe um detalhe muito importante: sabe quem nasceu em Nazaré? Jesus Cristo. Ele mesmo, nosso Salvador. Aquele que tem poder para nos dar vida eterna no céu nasceu em um lugar onde, para as pessoas da época, alguém importante não deveria nascer.
            Isso prova o quanto os estereótipos são perigosos, pois podem nos afastar de pessoas que seriam muito importantes para nossas vidas se nos déssemos o trabalho de conhecê-las.
            Que povo somos se verificamos a confiabilidade das pessoas por meio da cor da pele?
            Sei que o me levou a escrever esse texto foram as brincadeiras de pessoas que me amam, as quais encarei todas com bom humor e brincando também. Por outro lado, por meio das brincadeiras, fui levado a refletir sobre assuntos sérios.
            Os estereótipos nos fazem preconceituosos, fazem com que nos afastemos das pessoas, pois passamos a afirmar que elas são algo que muitas vezes não são.
            Se você não acredita nisso me explique o que está fazendo alguém que afirma que numa favela todas as pessoas que ali residem, são ladras ou preguiçosas. Não estamos, por causa do preconceito, estereotipando as pessoas?
            Precisamos parar com isso. Precisamos questionar todos os estereótipos que estão à nossa volta. Pois, por causa deles, existem muitos vigaristas que vivem vidas folgadas e muitas pessoas honestas e dignas que vivem vidas oprimidas.
            Sim, de Nazaré pode sair profeta digno de boa nota, sim. E por sinal o maior deles, o Senhor dos senhores, o Rei dos Reis, o nosso único e suficiente Salvador, a saber, Jesus Cristo.
Para pensarmos um pouco em nosso modo de viver o cristianismo:

"Seja lá quem fosse e o que fazia o Bin Laden, o que são os cristãos, quando comemoram com a alegria a morte de quem quer que seja?"

"Será que foi isso que nos ensinou nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo?"

"É certo que Deus ama a quem odiamos"

sábado, 25 de dezembro de 2010

Amigo de Deus

             O que é a amizade? Segundo o Aurélio amizade é “Sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual.”. No sítio Wikipédia, encontramos a seguinte definição para amizade: “é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo.”. Existem muitas outras definições de amizade. O que podemos afirmar com certeza é que amizade é algo bom para os envolvidos nessa relação.
             Dentre os muitos textos da Bíblia que falam sobre relacionamento humano quero destacar um que se encontra no livro de Eclesiastes, capítulo 4, dos versículos 9 ao 12: “9  Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. 10  Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. 11  Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? 12  Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.”. Esse texto, como na verdade toda a Bíblia, é maravilhoso e fala sobre trabalho mútuo, auxílio, sobrevivência e empenho, coisas essas que quando sabemos que temos à disposição deixam-nos mais tranquilos.
                No final do texto o profeta fala sobre o cordão de três dobras, que é uma corda formada por três cordões entrelaçados a qual não se parte com facilidade. Apropriando-me dessa metáfora quero expressar o que para mim são as três dobras do cordão da amizade. Pode ser que para você elas sejam outras, mas penso que elas são a transparência, a lealdade e a gratidão.
                Transparência por que na minha maneira de ver a vida é impossível que exista amizade sem que ela esteja presente. Os amigos precisam ser intimamente conhecidos uns dos outros. Para que exista amizade as pessoas precisam saber com quem realmente estão lidando. Amigos não devem ser fingidos uns para com os outros, não devem precisar fingir ser quem não são. Amigos precisam ter liberdade de expressar sua verdadeira opinião sobre os mais diversos assuntos sem medo. Amigos devem ter liberdade de dizer uns aos outros do que gostam e do que não gostam. Claro que sabemos que a transparência tem seus limites e que existem coisas particulares que devem permanecer particulares, a transparência entre amigos respeita até essa liberdade.
                Se não temos liberdade para sermos nós mesmos na presença de uma pessoa, guardados alguns momentos, podemos ter na nossa frente um ótimo colega, mas não um amigo verdadeiro.
                Preste atenção na bíblia e perceba o quanto Deus é transparente. Ele deixa bem claro o que é que gosta e não gosta, o que quer e o que não quer, o que permite e o que não permite, o que fará e o que não fará. Através da bíblia Deus não se esconde, Ele se revela.
                E nós, o quanto temos sido transparentes para com nossos amigos e para com Deus?
                Agora vem a lealdade. Veja as características da lealdade: “Sincero, franco, honesto e fiel aos seus compromissos”. Agora responda, é possível existir amizade sem que exista lealdade? Em minha opinião a resposta é não. Sem lealdade não é possível existir amizade, não basta ser transparente é preciso ser leal.
                Amigos têm a obrigação de serem fiéis uns aos outros. Imagine só ser transparente a alguém que pretende usar isso contra você? Meu Deus, que perigo! Alguém que se aproveita da ausência do outro para falar mal, fazer fofocas, criar intrigas e outras coisas, não está sendo leal. Amigo leal não pula do barco e fica olhando o outro afundar sozinho, ou pula para buscar ajuda ou afunda junto.
                Na lealdade habita a confiança e a fidelidade. Os médicos, os padres, os pastores, os terapeutas devem ser leais ao que ouvem em suas salas, quanto mais um amigo ao que ouve ao pé do ouvido.
                Deus é leal a nós. Jesus disse que nunca nos abandonará e que todos aqueles que foram entregues em suas mãos não serão perdidos jamais. Deus promete que ainda que ofereçamos um pequeno copo d’água ao necessitado isso não passará despercebido e a devida recompensa é certa.
                E nós, o quanto temos sido leais para com nossos amigos e para com Deus?
                Por último a gratidão, que é o  reconhecimento por um benefício recebido. Nenhum de nós é onipotente, somente Deus tem essa qualidade, todos precisamos de ajuda.
                Penso que se ajudar é uma obrigação de todos, reconhecer a ajuda recebida também é uma obrigação.
O problema é que existem pessoas que acreditam que o mundo gira em torno delas e que todos têm a obrigação de socorrê-las e elas não tem a obrigação de ter gratidão. Existem outros que são ajudados o tempo todo e quando não recebem o auxilio uma vez agem como se nunca tivessem sido socorridos. Esses são os famosos ingratos.
Uma amizade deve ser recheada de gratidão. Devemos reconhecer os esforços daqueles que dedicam tempo e energia para nos ajudar.
A gratidão é um sentimento cheio de ternura e nobreza, ela é bonita, aconchegante e reconfortante.
Deus é grato a nós? Jesus disse que se dermos de beber, comer, vestir e onde descansar aos necessitados, Ele irá considerar que estamos fazendo isso como se fosse para Ele mesmo. Assim Deus reconhece o que fazemos, assim Ele demonstra gratidão.
E nós, o quanto temos sido gratos para com os que nos ajudam e para com Deus?
O seu cordão pode ter outras dobras, o que eu respeito, o meu tem essas, pois acredito piamente que para eu chamar você de amigo você precisa ser transparente, leal e grato comigo e que para você me chamar de amigo eu preciso ser transparente, leal e grato com você. E que para sermos amigos de Deus, em Cristo, precisamos ser transparentes, leais e gratos a Ele.
Deus nos abençoe.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Por que não se arrepender?

                Vivemos na era dos realities shows. Boa parte dos canais de TV tem algum programa desse tipo. Onde tem reality tem eliminação, pois só um pode sair vencedor. Onde tem eliminação existem justificativas pelo fato de ter sido posto para fora da disputa do prêmio. Onde existe justificativa tem a seguinte frase: “não me arrependo de nada que faço na minha vida”.
                É justamente sobre isso que quero pensar com vocês. Por que devemos não nos arrepender de coisas que fazemos na vida? Será por que não erramos ou nossos deslizes são muitos insignificantes?
                Quando falamos isso estamos tentando passar uma imagem de que somos pessoas fortes e determinadas. É como se disséssemos: “Sou forte, sou decidido e tudo que faço é tentando fazer o melhor”. Mas ter o desejo de fazer o melhor não significa fazer o melhor. Muitas vezes, mas muitas mesmo, tentando fazer o melhor, cometemos erros incríveis. E outras vezes erramos deliberadamente.
                Num momento desses ser forte não é recusa em arrepender-se. Pelo contrário, a força está justamente em reconhecer que o erro aconteceu e pedir perdão. Temos que ter coragem suficiente para dizer: “Eu me arrependo sim de algumas coisas que faço, pois são erros que ofendem alguém”, pois quase tão grave quanto ofender alguém é não admitir a ofensa.

domingo, 28 de novembro de 2010

Que vida boa

Domingo, mais ou menos 11h30min, minha esposa trabalhando, e eu filando uma bóia na casa de minha mãe. Com absolutamente sem nada para fazer - diz o sábio que cabeça vazia é canteiro de obras do tinhoso - eu e meu irmão nos prestamos a assistir aos “melhores” vídeos da semana. Sem demagogia não me lembro exatamente em que canal foi. Coisas incríveis, não no sentido de extraordinário, mas no sentido de inacreditável, apareceram ali, um comedor de cachorros-quentes, recordista mundial por sinal, que agora tenta bater o recorde de comedor de pizza; um prédio de quinze andares que foi “construído” em seis dias, na realidade montado, pois é pré-moldado;  um gato que enfrenta crocodilos;  Papai Noel bêbado;  torres de lego com mais de trinte metros de altura; um homem que tenta dar um chute num desafeto, erra o chute e cai de costas.
                Eu e meu irmão nos perguntávamos: 1º por que essas pessoas fazem isso?; 2º por que outras pessoas filmam isso?; 3º por que passam isso na televisão. Absurdo, hipocritamente falando, achamos tudo aquilo um absurdo. Falta do que fazer. A Irlanda pedindo ajuda ao FMI, a Grécia quebrada, o euro indo para o ralo e a TV exibindo aquilo. Faça-me o favor.
                O mais legal, pelo menos para nós dois, foi a explicação para as três perguntas acima. Tudo isso simplesmente acontece porque existem pessoas como eu e meu irmão que ficam plantados na frente da televisão assistindo a esses vídeos e que depois vão dar alguma resposta filosófica para esse comportamento quando na realidade e verdade é que estão fazendo isso porque gostam de ver a desgraça alheia (desgraça no sentido lúdico pelo amor de Deus).
                Mas o melhor mesmo é que isso mostra que a vida na realidade é boa. Claro que saber o que acontece no mundo é essencial, mas se formos viver segundo as anunciações dos profetas seculares do fim do mundo, vamos ficar trancados dentro de casa esperando a morte da bezerra, com medo de sair e ser morto. Por isso, às vezes, veja bem que falei às vezes, é legal parar na frente da TV e assistir a um monte de bobagens, dar risadas com o irmão mais novo, filar uma bóia na casa da mãe e depois dormir a tarde inteira como se a vida fosse só isso. Sabe por quê? Por que a vida é boa. Basta a cada dia o seu mal, não devemos ficar sofrendo dores de parto antecipadas, devemos viver a vida.

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