Comentários

Quando escrevo algo e publico, sei que me coloco na condição de possível formador de opinião, porém, e quero que isso fique bem claro, tenho plena consciência de que minha opinião é apenas mais uma num universo de bilhões.
Assim, se você puder deixar um comentário sobre os textos que estão postados aqui, será muito interessante.
Se conversarmos sobre nossos dogmas, paradigmas e outras "verdades", poderemos juntos aumentar nosso alcance de visão e passaremos a enxergar um pouco além da ponta de nossos narizes, ou não.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Liderança

Não há como liderar quem não quer ser liderado

            Há poucos dias fui convidado para ministrar alguns cursos sobre os temas “Liderança”, “Como falar em público” e “Resolução de conflitos”. Como aceitei o convite, imediatamente comecei a separar o material de estudo.
            Na área de liderança existem muitos, mas muitos mesmo, livros sobre o assunto. São as mais diversas abordagens. Alguns falam sobre liderança servidora, minha preferida, outros sobre os tipos de liderança, como liderar, tipos de líderes, etc.
            A maioria esmagadora tenta, de uma forma ou de outra, ensinar ao leitor como ter sucesso na difícil arte de liderar. O que quase nenhum aborda profundamente, superficialmente sim, é o fato de que é impossível liderar pessoas que não queiram ser lideradas.
            Analisando o material que tenho, cheguei ao seguinte impasse, pelo menos para mim: “qual linha de pensamento adotar no curso”. É preciso ter um norte, um lugar para se chegar. Afinal de contas sou formador de opinião e não ter uma é muito contraditório. Ainda que não tenha a pretensão de fazer as pessoas pensarem da mesma maneira que eu.
            A linha que escolhi foi a mesma que adoto no comportamento, ensinado por Jesus, e competentemente divulgada por James C. Hunter em seus livros O monge e o Executivo e Como se tornar um Líder Servidor, obras as quais indico.
            Por que esse hiato? E as pessoas que não querem ser lideradas? Fugiu do assunto?
            Não fugi do assunto. O hiato é para dizer que obrigatoriamente temos que seguir certos caminhos na vida e isso vai depender do nosso conjunto de certezas e qualidades, ou melhor falando, personalidade e caráter.
            Como liderar envolve política! - pelo amor de Deus, no bom sentido da palavra. Você poderá encontrar, certamente encontrará, pessoas que não queiram ser lideradas, mais especificamente, não queiram ser lideradas por você.
            Aí é que entro em conflito com parte dos autores sobre o tema, pois tentam passar a impressão de que se adotarmos todas as suas lições, vamos liderar todas as pessoas, em todos os lugares e em todo o tempo. Isso não é verdade.
            Muitas vezes você encontrará, sem fazer juízo de valor, pessoas com personalidade e caráter completamente diferente do seu e elas podem decidir que não serão lideradas por você. Não importa se você acredita que é o melhor líder da face da Terra, para essas pessoas você não é.
            O melhor exemplo disso foi Jesus. Você pode até não considerar Jesus como o messias Salvador, adorado pelos cristãos, mas que ele foi um grande pacifista não se discute. Pois bem, buscando pregar a paz ele encontrou pela frente alguns grupos chamados de fariseus, saduceus e escribas que tomaram a seguinte decisão: matar Jesus.
            Não importa o que Jesus fizesse: curas, milagres, ressuscitar mortos, receber com amor e respeito todo tipo de gente. Esses homens estavam determinados a não aceitar sua liderança.
            Sejamos sinceros, algumas vezes isso vai acontecer. Não importa o que você faça, algumas pessoas vão escolher não ser lideradas por você e não serão.
            Não é questão de capacidade, competência, eficácia. A questão é que por motivos particulares e diversos, essa decisão será tomada e ponto final.
            Se você tem plena consciência de que fez e faz tudo o que está ao seu alcance para ser um bom líder, não deve se deixar abater demais. Passado o susto e a tristeza que devem ser breves, levante a cabeça.
            E qual decisão tomar? Cada um toma a sua decisão.
            O meu conselho é que, como você não é Jesus, por isso não tem vocação para Salvador, ou seja, não foi escolhido para morrer por todos, vá embora. Isso mesmo vá embora.
            Tenha consciência de que escolher o contrário é declarar guerra. Perde-se todo o foco, a missão e tudo de bom que o projeto tem. O que passa a valer é a sobrevivência e para sobreviver acabamos fazendo coisas drásticas, como por exemplo, negociar sonhos e ideais.
            Deixe o grupo substituir o líder e faça um favor a si mesmo, substitua o lugar e os liderados.
            Isso não tem nada a ver com sentimentos do tipo ódio ou amor, ser bom ou ser ruim, se outro vai fazer o que você não fez ou ser valente ou covarde. Tem a ver com escolhas. Jesus sabia que os fariseus, os saduceus e os escribas não queriam ser liderados por ele. Por isso não tentava liderá-los, algumas vezes até evitava a presença deles.
            Ele não fazia isso por fraqueza ou incompetência. Sabia que seria perda de tempo tentar liderar alguém que não queria ser liderado por ele.
            Por isso no seu projeto de vida você deve ter, como já disse antes, um norte, um lugar para chegar. Deve saber que tem um perfil e não todos os perfis. E perceber quando é hora de partir.

domingo, 29 de agosto de 2010

Sorocaba, 28 de agosto de 2010

À

Quem possa interessar

Nosso sistema de governo prevê eleição para pastores em nossas igrejas. Isso significa que os membros de uma determinada Igreja devem opinar se querem que o pastor permaneça na igreja ou se outro deve vir para o seu lugar. Seja isso bom ou ruim é o que nosso sistema determina e é assim que deve ocorrer.
Essa eleição é cercada de cuidados para que a democracia prevaleça. Entre outras coisas, o conselho da igreja pode indicar um candidato e os membros da igreja também podem, quando alcançam determinado número de assinaturas, indicar outro candidato se acreditar que seja necessário. Tudo tem prazo e regras para acontecer.
Obedecendo todas as regras previstas, no dia 15 de agosto do ano corrente a 11ª Igreja
Presbiteriana Independente de Sorocaba realizou sua eleição. O conselho já havia apresentado o seu candidato, o Reverendo Agnaldo Marcelo Silva Cianelli, atual pastor da igreja e o mesmo que escreve estas linhas. Os membros da igreja não apresentaram outro candidato. O que daria a entender que o candidato do conselho agradaria os anseios do povo.
Os números da eleição foram os seguintes: dos 27 membros presentes, 17 votaram pela permanência do pastor, um membro anulou o voto, dois membros votaram pela saída do pastor e sete membros entregaram suas cédulas em branco. Era necessário um número de 18 votos para que o candidato do conselho fosse reeleito.
Pairou uma duvida no ar. Os votos em branco devem ser contados para a maioria? Ou seja, dever-se- ia contar 24 votos em favor da permanência do pastor Marcelo?
Respondo: teoricamente, sim, mas em minha opinião, moralmente não. Uma semana antes da eleição, numa pastoral no final do culto de adoração, aconselhei os membros da igreja para que participassem da eleição e dessem sua opinião.
Dois votos contrários à minha permanência não surpreenderam, pois esperava ao menos quatro. O que me espantou foram os sete votos em branco, pois deu mostra que 25% das pessoas presentes não quiseram opinar. Como eu havia aconselhado que todos dessem sua opinião entendi os votos brancos como sendo a seguinte mensagem: “não pastor, nós não aceitamos seus conselhos”.
Se os votos em branco foram uma tentativa de manter o anonimato não colocando suas letras no papel - o que eu não acredito que tenha sido - não lograram êxito pois, por conhecer bem a comunidade, sei quem votou em branco.
Fiquei triste com essas sete pessoas. Gostaria que tivessem pegado suas canetas e escrito, “não” ou “não queremos que o pastor Marcelo permaneça nesta comunidade”. Isso sim seria legitimo, pois no fim das contas, foi isso que os votos brancos disseram para mim, escrevendo ou não as pessoas me disseram isso. E não haveria problema algum em votar pela a saída do pastor, pois cada um tem direito de expor sua opinião sem ser perseguido por ela. Tanto que não fui perguntar a ninguém o porquê de seu voto. Uma pessoa veio me informar qual fora seu voto e o de sua esposa, no último domingo, após o culto, porque quis e não porque eu perguntei.
Não pensem que tenho raiva ou mágoa das pessoas que desejam que eu vá embora dessa comunidade. É direito delas quererem isso. E peço aos que me amam que adotem a mesma postura.
Varias configurações poderiam ter sido colocadas em prática para que esse resultado fosse diferente. Eu poderia ter solicitado ao meu irmão, que já há alguns meses não freqüenta essa igreja, mas ainda é membro dela, que viesse votar; eu poderia ter solicitado à minha esposa que viesse votar; eu poderia ter solicitado a membros da igreja que amam a mim e a minha esposa para que viessem votar. Mas para mim, isso seria tão ilegítimo quanto aceitar ser reeleito contando votos brancos a meu favor.
O resultado final é que não fui reeleito e pronto. A partir de 1º de janeiro outro servo ou serva de Deus virá abençoar a vida dos irmãos. Temos plena consciência de que servimos a Deus e que Ele chamou a mim a minha esposa para esse ministério e o resultado da eleição não abala em nada nossa certeza. Mas, nosso tempo aqui está findando e da mesma forma que alguém virá abençoar essa igreja nós vamos abençoar outro povo.
Poderia escrever muito mais coisas, mas o objetivo dessa carta é apenas o de prestar um esclarecimento sobre os últimos acontecimentos. O que está expresso aqui é minha opinião particular e que me reservo o direito de dizê-la. Qualquer pessoa pode pensar de maneira diferente e, minha carta, não é um ataque a essas pessoas.
Da mesma forma que vocês, tenho direito de pensar e agir como quero. E ‘pensar diferente’ não precisa fazer com que sejamos inimigos.
É assim que eu penso. É assim que eu me comporto. Por isso essa carta não é para falar de ninguém além de mim. Tenho plena consciência de que “... o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (Mt 16,27). Cada um é responsável pelo que faz e não pelo que outras pessoas fazem. Eu sou responsável pelo que penso e faço e você é responsável pelo que pensa e faz.
Isso é o que tenho a dizer. Não falo mais sobre o assunto. Não ligo para pastor algum para falar bem ou mal da igreja. Não passo informação a nenhum pastor sobre os membros da igreja. Não participo do processo de escolha do no novo pastor.
Eu e a Alithéia, graças a Deus, formamos algumas lindas amizades nessa igreja. Elas permanecerão. Continuaremos a frequentar suas casas e vocês continuarão a fequentar a nossa.
Que o SENHOR vos abençoe e vos guarde; que o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre vós e tenha misericórdia de vós; que o SENHOR sobre vós levante o rosto e lhes dê a paz.



Pastor Marcelo Cianelli

sábado, 27 de março de 2010

Receba o perdão de Deus

            Em II Samuel 11 lemos como o rei Davi cometeu adultério com uma mulher chamada Bate-Seba e como o desfecho dessa história foi muito triste, resultando na morte do marido traído, a mando de Davi. O texto bíblico termina naquele capítulo com a seguinte frase “Porém isto que Davi fizera foi mal aos olhos do Senhor”. Deus ficou decepcionado com o comportamento daquele a quem Ele amava.
            Num primeiro momento, por motivos que não vamos analisar aqui, Davi não viu seu comportamento como algo pecaminoso. O rei continuou levando sua vida normalmente como se nada de mais tivesse acontecido, mesmo sabendo que algo aconteceu. E não somente Davi sabia disso, mas todas as pessoas que viviam à sua volta também sabiam. Mas, aos olhos do rei, não fora nada demais.
            Passado algum tempo, e não havendo nenhum movimento em direção ao arrependimento, Deus enviou o profeta Natã para ter uma conversa com o rei (II Samuel 12). Conversa essa que deveria denunciar o pecado cometido. A cena foi dramática, intensa e profunda tanto por parte do profeta como da parte de Davi. Aquele encontro culminou com o arrependimento do rei e posterior anuncio por parte do profeta de que Deus havia perdoado Davi.
            Bem, esse foi o acontecimento, que em poucas palavras mostra a dinâmica da realização de um pecado, o desmacaramento da hipocrisia, do arrependimento e da liberação de perdão por parte de Deus.
            Mas, veja só que coisa interessante, pelo menos aos meus olhos. Deus envia o profeta para que na presença do rei denuncie o seu pecado, o que faz com que imediatamente aconteça o arrependimento seguido de perdão. Temos consciência de que o comportamento de Davi foi extremamente reprovável, até porque Deus enviou Natã justamente para declarar isso. O detalhe interessante é que após Deus ter perdoado o pecado do rei nunca mais voltou a tocar nesse assunto. Após ter liberado perdão ao arrependido o Senhor deu o assunto por encerrado. Não encontraremos nas escrituras nenhum outro texto em que Deus requer novamente de Davi um pedido de perdão relacionado a esse acontecimento.
            Quando Deus perdoa, esse perdão liberado é definitivo. Deus não guarda rancor ou mágoas e também não se arrepende de ter perdoado. Quando existe sincero arrependimento, existe sincero perdão. Deus não faz mais menção do pecado cometido. O profeta Miquéias diz que Deus terá compaixão de nós e lançara nossos pecados no fundo do mar.
Deus lança mão de uma dinâmica que anda na contramão da nossa. Enquanto nos esquecemos de nossos pecados Deus os tem em mente, quando nos lembramos de nossos pecados e nos arrependemos e, muitas vezes não conseguimos nos perdoar, Deus os lança no mar e nunca mais toca no assunto. Se você quiser falar do assunto pode falar, Deus não fala mais.
            Essa dinâmica de Deus muitas vezes é estranha para nós. Quando somos ofendidos temos grande dificuldade em perdoar. Quando perdoarmos temos grande dificuldade em deixar o assunto para trás. Não digo esquecer, porque tudo o que acontece conosco fica registrado em nossa memória, mas digo deixar o assunto para trás mesmo, coisa do passado. Muitas vezes aguardamos somente uma oportunidade, não precisa nem ser “boa”, somente oportunidade mesmo, para trazer o assunto à pauta do dia. afirmamos que perdoamos, mas fazemos questão de lembrar ao ofensor o seu erro. Fazemos isso de várias maneiras, jogando na cara com agressividade, fazendo piadas, contando o ocorrido para muitas pessoas e de tantas outras formas que criativamente inventamos. fazemos questão de que nas crônicas de nossa existência constem as ofensas que recebemos, bem como o nome com letras maiúsculas dos ofensores.
            Deus não faz assim. O Senhor não tem nenhum interesse em nos entristecer com assuntos que já foram resolvidos. Deus quer que caminhemos para frente deixando para trás as coisas que lá ficaram. Deus mandou o profeta falar com Davi porque o pecado do rei estava fazendo separação entre ele e o Senhor. O objetivo era restaurar a comunhão, liberar novamente o livre acesso. Uma vez feito isso caminharam para frente.
            Por isso quando nos arrependemos de ter pecado, seja qual for a ofensa, precisamos nos arrepender uma única vez e pedir perdão uma única vez. Se ficarmos pedindo perdão a Deus várias vezes por um mesmo erro, isso é prova de que NÓS não nos perdoamos, pois da parte Divina a liberação de purificação de toda a injustiça foi concedida no primeiro pedido.
Assim, se você não consegue se perdoar por algo que Deus já o perdoou, ore para que você consiga ter misericórdia de si mesmo. Se alguém não consegue lhe perdoar por algo de errado que você fez, peça a Deus que quebrante aquele coração e tenha paciência. Se você não consegue perdoar alguém por algo de errado que ele lhe fez, peça a Deus que quebrante o seu coração e seja humilde e pacífico. Se alguém afirma que você não foi perdoado por Deus em algo que realmente existiu arrependimento, não lhe dê ouvidos, pois a relação entre o pecador e Deus se dá entre o pecador e Deus e o único mediador dessa relação é Cristo. Outra coisa, quem lança duvidas é o diabo e não o Senhor, por isso, ore por aquele que faz isso, para que não realize mais uma tarefa que já é habilmente realizada pelo inimigo de nossas vidas.
            Você pecou? Arrependeu-se? Saiba que nosso advogado junto a Deus é Jesus Cristo. Por isso, em nome de Jesus, peça perdão a Deus, receba o perdão e viva como liberto. Vida leve, livre dos pesados fardos que o pecado coloca sobre nós.
            Deus quer que você tenha vida em abundância. Não é, nunca foi e nunca será desejo do Senhor que vivamos eternamente no corredor da morte aguardando o triste dia da execução.

Deus os abençoe.
Pr. Marcelo Cianelli

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Gratos e ingratos

Há quase quinze anos caminho com o Senhor Jesus. Claro que existem milhões de pessoas que caminham com o Senhor a muito mais tempo do que eu. Porém, esse tempo é suficiente para afirmar algo que experimento no convívio com o povo de Deus. Dentro da Igreja conheci as pessoas mais maravilhosas da minha vida. Pessoas amorosas, bondosas, humildes, dedicadas, interessadas e gratas. Sim dentro da Igreja é que conheci as pessoas mais gratas que cruzaram o meu caminho até aqui. Por outro lado, dentro da Igreja também conheci as pessoas mais ingratas da minha vida. Pessoas rancorosas, maldosas, arrogantes, interesseiras e ingratas.

Quando falo que nesse meio conheci pessoas maravilhosas, acredito que isso é completamente natural, pois, o mínimo que se espera de alguém que se diga discípulo de Jesus é que esse dedique o máximo de seu esforço em se parecer com o seu Senhor. Por isso acredito que é redundante ter de dizer que um cristão é uma pessoa sensacional, pois Cristo é sensacional.

Por outro lado, quando tenho de falar do contrário, o faço com dor no coração, pois é muito triste, mas muito triste mesmo ter que reconhecer isso. Mas, não podemos fechar nossos olhos para algo que fica estampado no comportamento das pessoas.

Como sou pastor, vivo com pessoas o tempo todo e vejo esses dois tipos de comportamento, gratidão e ingratidão, diariamente.

O convívio com os gratos é delicioso, pois é muito agradável ficar na presença dessas pessoas. Alias, não só agradável, é prazeroso conviver com essas pessoas. Uma característica muito marcante de pessoas assim, é que são muito humildes. São pessoas que entendem que precisam do auxilio de outras pessoas, pois são limitadas, e por isso, reconhecem e agradecem à ajuda prestada. Outras características importantes dessas pessoas é que também estão prestes a ajudar, a compreender, a falar bem, a querer bem. Pessoas assim, não saem por ai contando mentiras, fazendo fofocas e falando mal dos outros de casa em casa, de rodinha de escarnecedores em rodinha de escarnecedores.

Já, o convívio com os ingratos é extremamente desagradável. Aliás, não só desagradável, é desprazeroso conviver com essas pessoas. Uma característica notória em nessas pessoas, é que são extremamente arrogantes. São pessoas que sugam a ajuda alheia, como se o prestador do auxilio fosse seu escravo (É claro que não usam a palavra escravo, mas se comportam como senhores feudais), não reconhecem a ajuda prestada e o agradecimento, isso quando raramente acontece, é hipócrita. Outras características dessas pessoas é que dificilmente ajudam alguém, e quando o fazem, acreditam que aquele que recebeu a ajuda lhe deve esse favor para sempre (coisa da máfia). São pessoas que vêem a situação apenas por um lado, o delas. Falam mal dos outros sem a menor cerimônia, em qualquer hora e em qualquer lugar. São pessoas que quando vêem o outro com problemas, ficam alegres, sim, a felicidade dessas pessoas, é ver o mal do outro. Pessoas assim, saem por ai contando mentiras, fazendo fofocas e falando mal dos outros de casa em casa, de rodinha de escarnecedores em rodinha de escarnecedores.

A Bíblia nos ensinam no salmo primeiro que devemos escolher bem, com que tipo de gente andamos e indica que devemos correr dos que pecam por prazer, dos que praticam impiedade e dos que usam a boca para amaldiçoar. Você conhece gente ingrata? Preste a atenção nelas, pois elas encaixam como uma luva no primeiro versículo do salmo primeiro. Continue lendo o salmo e aprenda a não ter essas pessoas em seu grupo de intimidade, pois elas com certeza estragam o ambiente.

Aos pastores digo que por força do chamado temos que conviver com pessoas ingratas e também devemos amá-las, orando para que Deus as transforme. Devemos também ter em mente que por mais que elas queiram o mal do outro, principalmente dos pastores, quando esses não fazem suas vontades, Deus retribui a cada um conforme o seu comportamento. Simplesmente abençoem, e o Senhor da Igreja nos abençoara.

Por fim, para não dizer que escrevi um texto para ficar defendo a categoria, não podemos nos esquecer que existem muitos pastores ingratos espalhados pelo mundo afora.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Frases que dizemos

Introdução
         Como evangélicos estamos muitos acostumados a falar o “idioma” evangeliquês (uso de palavras comuns dentre os crentes). Brincadeiras à parte é claro que sabemos que isso é uma questão cultural, pois todo grupo desenvolve suas particularidades, tais como, gestos, jeito de falar, expressões faciais, etc. Dentre as expressões que usamos, existem algumas que de tão usadas extrapolam o circulo religioso e são usadas em larga escala por todo o povo brasileiro.
          Mas, antes de vermos algumas delas, quero deixar algo claro. Retire do rol de suas crenças, a de que, as palavras simplesmente têm poderes mágicos. Palavras têm força de influência. Você pede a Deus, e Ele por graça e misericórdia atende. Você pede ao seu próximo e ele por graça, misericórdia, interesse ou desinteresse atende. Mas esqueça do poder “mágico” das palavras, pois elas puras e simples, ditas por superstição não tem poder algum.
          Nossas palavras devem ser acompanhadas de um comportamento que coincidam com elas, caso contrário, não passam de hipocrisia.
          Agora sim, vamos a elas:

1ª parte: Em nome de Jesus
17 Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. (Col 3,17)

• Quando queremos dar força às nossas palavras, costumamos usar a frase: “Em nome de Jesus”. Isso claramente da ares de autoridade ao que queremos afirmar. Exemplos:

Você assume esse compromisso? “Sim, em nome de Jesus”;
Você está falando a verdade? “Sim, em nome de Jesus”;
Será que isso vai dar certo? “Claro, em nome de Jesus”.

• Nossas ações e nossas palavras são resultado de nossos pensamentos, ou seja, o que eu penso, falo ou faço mostram em nome de quem eu estou falando, do meu ou do meu Senhor;

• Em nome de Jesus, significa que:
1. O senhor está ciente;
2. O Senhor nos autoriza;
3. O Senhor concorda;
4. O Senhor não será envergonhado.

2ª parte: Se Deus quiser
13 Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. 14 Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. 15 Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. (Tg 4,13-16)

• Quando queremos muito que algo aconteça, costumamos usar a frase: “Se Deus quiser”.
• O problema é que muitos quando usam essa frase, não estão realmente preocupados com o que Deus quer, mas sim, com o que eles querem, e usam essa frase como quem obriga Deus a realizar algo. Muitos costumam até mesmo a estender a frase: “Se Deus quiser, e ele há de querer”.
• Veja o que Tiago diz: “14 Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”, ou seja, não sabemos de nada, e quem não sabe de nada, não tem condições de saber ou realizar o que é perfeito.
• Temos de estar realmente preocupados em saber qual é a vontade de Deus e aceita-la.

• Se Deus quiser, significa que:
1. Deus está no controle de tudo;
2. Aceitamos submissos a vontade do Senhor.

3ª parte: Graças a Deus
18 Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. (I Ts 5,18)

• Quando algo acontece da maneira que esperamos, usamos a frase: “Graças a Deus". Quando algo acontece de maneira diferente à esperada, ficamos indignados. E muitos infelizmente usam uma das expressões mais cruéis que eu conheço: “Deus me abandonou”.
• Paulo no ensina que devemos render “graças em todas as circunstâncias”, não apenas naquelas que achamos boas. Veja um ótimo exemplo:

13 E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito, 14 Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles; 15 E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova. 16 Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei para trazer-te a nova. 17 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Ordenando os caldeus três tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova. 18 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, 19 Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. 20 Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. 21 E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. 22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. (Jó 1,13-22)

• Jó sabia o que significa dar graças a Deus. Dificilmente encontraremos exemplo melhor que esse do que é dizer “graças a Deus”. E quando o texto nos diz que Jó não pecou, significa que ele não deu essa declaração por hipocrisia e sim com sinceridade.

• Graças a Deus, significa que:
1. Somos gratos a Deus pela vida;
2. Somos gratos a Deus pelas lutas;
3. Somos gratos a Deus pelas vitórias;
4. Somos gratos a Deus por TUDO.

Conclusão
          Como vimos no começo, se usarmos essas palavras acreditando que elas de maneira “mágica” farão nossa vida progredir, nada de bom acontecerá.
          Por outro lado, ser usarmos essas palavras com fé, esperança, submissão e ação. Vamos entender e experimentar o poder do nome de Jesus (Jo 16,24), a perfeição da vontade de Deus (Rm 12,2) e a suficiência da graças de Deus (II Co 12,7-10) e seremos salvos.

domingo, 8 de novembro de 2009

IGREJA, OLHE À SUA VOLTA

19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mt 28,19-20)

            Hoje, vivemos em tempos de “fórmulas mágicas”, ou seja, queremos ações que façam com que tudo seja convertido de A em B num piscar de olhos. Tudo isso deve acontecer sem esforço algum. Se existir a necessidade de empreender algum esforço na realização, que seja feito pelo outro. Deu errado, a culpa é do outro.
Estendemos esse comportamento para todos os setores de nossa vida, casamento, família, profissão, estudos, etc. Com isso, é claro que a vida cristã não ficaria de fora. Vida essa que não é nada fácil, pois envolve fé, oração, amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, discipulado. Tudo isso, vai na contramão das “fórmulas mágicas”, pois exige paciência, determinação, vontade, perseverança.
Quero lhe pedir sinceras desculpas se, a informação que vou lhe passar agora, fizer com que fique abalado, “fórmulas mágicas” não existem, isso mesmo, vou repetir em alta voz, ‘FORMULAS MÁGICAS” NÃO EXISTEM. O que existe é trabalho. Sem trabalho não comemos, não mantemos nossos namoros santos, não mantemos nossos casamentos, não educamos nossos filhos, não ganhamos dinheiro, não falamos de Jesus, como Salvador, para as pessoas. Precisamos trabalhar.
Olhe à sua volta, e observe cada lugar vazio. Esses lugares, foi determinado por Deus, quando nos mandou ir e fazer discípulos, que devem ser preenchidos por pessoas que cada um de nós deve levar ao conhecimento de Cristo como Salvador. E quando os lugares estiverem preenchidos, abra mais espaço.
Essa responsabilidade não é do pastor(a), do presbítero(a), do diácono(a), do ministro de louvor, do superintendente da escola dominical. Essa responsabilidade é do crente. Se eu sou um crente e você é um crente, essa responsabilidade é de cada um de nós e não dos cargos que ocupamos ou deixamos de ocupar.
Muitas pessoas dizem: “se um dia eu for diácono vou isso e aquilo, se um dia em for do conselho vou fazer isso e aquilo, se um dia eu for de algum ministério vou fazer isso e aquilo”. Não espere os cargos chegarem, pois, pode ser que nunca venham. Simplesmente faça. Ore a Deus e peça tudo que for necessário para que você possa fazer.
Igreja, Olhe à sua volta...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Boa sorte minha querida amiga Rosane

 Muitos pensadores defendem que a vida é ciclica, ou seja, tudo se repete. Outros tantos, grupo que me incluo, afirmam que a vida é linear, ou seja, tem um começo, um meio e um fim.
Quando falo sobre isso, não estou pensando em grandes eventos da história, mas sim, nas pessoas. Pessoas que como eu e você são cheias de sonhos e desejos, uns possíveis de serem alcançados, outros mais pela diversão de deixar a mente viajar.
Sonhos possíveis, são os de esbarrar em nossa vida com pessoas do bem, com pessoas legais.
Se a vida fosse ciclica, as mesmas pessoas esbarrariam conosco várias vezes, mas como ele é linear, muitos caminho cruzados uma vez, não voltam a se esbarrar.
Por isso é bom aproveitar a companhia dos alegres, sorridentes, amorosos, enquanto se pode. Nunca deixe que o mau-humor lhe prive do prazer proprocionado pela boa companhia.
Pois, um dia os caminhos se distanciam e pode ser que nunca mais nos vejamos pessoalmente, mas certamente nos encontraremos na lembrança. 
Lembrança essa, que nos fará rir como loucos, na frente de pessoas que não têm a menor ideia do que está acontecendo. Tudo isso, por que algo nos lembrou você.
Hoje você se vai, nos veremos menos e, talvez, nunca mais. Mas, guardamos na memoria seu sorriso, sua alegria, sua felicidade. Que bom que você fez parte de nossas vidas.


Que Deus te abençoe e te guarde,
Que Deus tenha misericórdia de ti e te dê a felicidade sonhada. 

sábado, 19 de setembro de 2009

Deus no coração

Ouço muito a expressão: "Deus no coração". Se alguém sofre injustiça e não busca vingança, é porque tem Deus no coração. Se alguém é cobrado por alguma falta que cometeu, mas não quer adimiti-lá, sai com essa: "Eu tenho Deus no coração". Se alguém faz algo de bom para poucos ou para muitos, escutamos em coro: “Ele tem Deus no coração”.
Bem, a pergunta que faço é a seguinte: "será que todas essas pessoas tem realmente Deus no coração?". Por exemplo, um homem é casado com uma só mulher e é fiel a ela. Esse homem trata muito bem seus filhos e lhes oferece uma boa educação. Ele também paga todas as suas contas em dia, é bondoso com todas as pessoas que estão à sua volta. Ah! E todo domingo ele vai à igreja. Será que esse homem tem Deus no coração? Bem. Faltou uma informação, sem que nenhuma das pessoas que dizem que esse homem tem Deus no coração saibam, ele é um assassino profissional, ou seja, recebe dinheiro para matar. Pergunto novamente, esse homem tem Deus no coração?
Sim ou não? Como você sabe? Se de um lado ele faz algo de bom, do outro ele faz algo ruim. Será que quem tem Deus no coração  não faz nada de errado? Será que existe alguém capaz de praticar apenas o bem?
Você pode dizer: “Quem tem Deus no coração erra, mas, matar não mata”. Bem, João diz que alguém que odeie a seu irmão já é um assassino (1Jo 3,15).
A verdade é que ninguém faz só o bem ou só o mal, todos fazem os dois. Por isso não dá para saber se alguém tem Deus no coração somente pelo seu comportamento.
Quando nos baseamos nos feitos de alguém para termos certeza disso, estamos afirmando que essa pessoa tem condições de fazer com Deus habite nele por meio do merecimento, ou seja, o homem seria capaz de conquistar para si a salvação.
Pergunto:
1 - Se tantas pessoas têm Deus no coração, por que o mundo está do jeito que está?;
2 - Se tantas pessoas têm Deus no coração, por que a família está à beira da ruína?;
3 - Se tantas pessoas têm Deus no coração, por que não receberam Jesus como seu único e suficiente Salvador?
Para ter Deus no coração é preciso ter Jesus como salvador, pois, ninguém tem acesso a Deus se não for por meio de Cristo, muito menos é morada do altíssimo sem a mediação de Jesus.
Você pode até dizer: "Ah! Mas ele é bom." Isso o próprio Cristo já respondeu quando disse que, "Somente Deus é bom" (Mt 19,17).
Não quero condenar, julgar, polemizar ou irritar a ninguém. Mas, o que penso é que, muitos dos que dizemos, ou auto-proclamam, ter Deus no coração, na realidade não têm, só não sabem disso.
Pois, como pode qualquer pessoa que tenha Deus no coração, dizer que Ele não existe; dizer que Cristo não é o seu salvador. Ou, alguém vai tentar me convencer de que há alguém que seja salvo e não sabe?
O que  faz Deus habitar em nosso coração não é o que fazemos, mas sim, no que cremos (Ef 2,8), no caso, em Cristo. Por outro lado o que nos afasta de Deus são os nossos pecados (Is 59,2), ou seja, nosso comportamento serve para nos afastar de Deus e nossa fé serve para nos aproximar do Senhor.
Assim, o nosso comportamento não serve para fazer Deus habitar em nós, somente a nossa fé. E também sabemos que a fé tem seus desdobramentos, inclusive a prática do bem.
E o bem que as pessoas fazem? Ora, até mesmo nós que somos maus, podemos fazer o bem (Mt 7,11). Mas fazer Deus habitar em nossos corações, isso só Cristo pode fazer (ITm 2,5).
Não vou entrar aqui no mérito da necessidade e da obrigação de fazermos o bem, pois isso é inegável. Nem quero defender que quem tem fé não precisa se preocupar com o seu comportamento.
O que quero analisar é a afirmação, Deus no coração. Se desejarmos que Deus habite no coração de muitos, devemos dizer a todas pessoas que apesar das coisas boas que fazem, elas continuam sendo pecadoras. Mas que, mesmo sendo pecadoras, Deus quer habitar em seus corações, por meio da salvação oferecida em Cristo.

Obs: o quantidade imensa da expressão “Deus no coração” é proposital.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tenha bom ânimo

Texto: João 16,17-33

33 “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Introdução
Nesse último versículo Jesus nos dá uma triste e cortante informação, a de que, querendo ou não, passaremos por problemas, “Neste mundo vocês terão aflições”.
Se Jesus fosse como os apresentadores de programas de televisão que exploram a violência, terminaria a frase por “ai mesmo”.
Alias, não só os apresentadores de TV exploram a desgraça. De um modo geral somos assim. Faça um teste: conte para quantas pessoas você contou coisas boas e para quantas contou coisas ruins.
Ex.:
· fulano conseguiu um emprego, sicrano melhorou de saúde, os filhos de beltrano são ótimos filhos, o casal tal tem um ótimo relacionamento.
· Fulano perdeu o emprego, sicrano vai de mal a pior na saúde, os filhos de beltrano são um horror, o casal tal está em pé de guerra.
Veja essa constatação: quando somos bem tratados falamos sobre isso para em média 3 pessoas. Quando somos maltratados falamos em média para 9 pessoas. Isso quer dizer que quando falamos bem de algo ou alguém, isso fica restrito, na maioria das vezes, ao ambiente familiar (3 pessoas) e quando falamos mal de algo ou alguém, além de nossa casa (3 pessoas) estendemos o assunto para fora dela (+ 6 pessoas). Isso mostra que de modo geral somos inclinados para a tragédia.
Cristo não é assim, ele venceu a tragédia e nos oferece sua vitória em forma de paz. Vejamos:

1ª. Parte: Neste mundo vocês terão aflições
Mesmo sendo inclinados para a tragédia na realidade nós não queremos sofre-lás, assim, muitas vezes buscamos fórmulas “mágicas” que nos livrem das dificuldades.
O problema é que quando fazemos isso estamos tentando desqualificar uma informação que nos fora transmitida por Deus, portanto, verdadeira, para acreditar, e muitos acreditam, em uma fórmula que não dará certo. Devemos ser realistas e aceitar que tivemos, temos e teremos aflições (problemas de toda espécie).
Bem, isso seria trágico, e você poderia dizer: “mas, Cristo não está dando ênfase à tragédia também?”. A resposta é: não. Ele está dando ênfase à esperança e não ao desespero. Isso porque ele transmite não apenas uma informação verdadeira, mas três informações verdadeiras.
A primeira já vimos. A segunda é:

2ª. Parte: contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo
A segunda informação é que as aflições não são invencíveis.
Aceitar que passamos por aflições não deve ser o mesmo que aceitar a aflição, ou seja, não devemos dizer: “já que passarei por aflições, querendo ou não, devo aceitar o sofrimento sem lutar”.
Veja um exemplo: você assiste ao jornal e recebe as seguintes informações:
1. Estamos passando por uma pandemia (mal que ataca vários países ao mesmo tempo) de gripe suína;
2. Os hospitais não estão preparados para atender a todos os doentes;
3. Não existe vacina suficiente para toda a população;
4. As autoridades médicas têm opiniões divergentes sobre o assunto;
5. Em dois meses o vírus voltará numa segunda fase, e mais forte.
A qual conclusão devemos chegar com esse tipo de informação?
Resposta: vou morrer a não há saída.
Isso porque recebemos informações de que todo o tipo de mal que nos aflige (violência, doenças, guerras, intrigas, etc) é o muito forte, e que lutar contra é inútil.
Pois bem, não devemos aceitar a aflição como algo invencível, pois ela pode ser vencida. Como ela pode ser vencida? Vencendo a fonte da aflição. O mundo é a fonte da aflição e ele foi vencido por Cristo. Quando o Senhor venceu o mundo, ele derrotou também suas artimanhas.
Nós não podemos vencer o mundo, mas Cristo pode e já o fez. Por isso podemos ter esperança (bom ânimo), pois Jesus não é egoísta, ele permite que sejamos participantes dessa vitória.
O que prova isso é a terceira informação:

3ª. Parte: Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz
O objetivo de Cristo como já vimos não é o der ser o anunciador da derrota, como muitos o são, mas sim, o anunciador da vitória conquistada por ele e que pode ser estendida a nós.
Cristo mostra o problema, mas também mostra a resolução do problema, que nada mais é, de que nEle temos paz.
Andar à própria sorte, como muitas pessoas fazem, faz com que aumentemos as estatísticas do desespero. Com isso buscamos fórmulas mágicas e nos tornamos duplamente desesperados quando as fórmulas não dão certo.
Por outro lado, quando aceitamos que existe um problema, mas que ele já foi vencido por Cristo, portanto não é indestrutível, encontramos no Senhor a paz necessária para aguardar a vitória que nos é oferecida por Jesus.

Conclusão
Vamos relembrar:
· As aflições são certas e por isso devemos aceitar que passaremos por elas? Sim
· As aflições são invencíveis? Não
· As aflições devem ser aceitas como super-poderosas? Não
· É possível ter esperança (bom ânimo)? Sim
· É possível alcançar a paz? Em Cristo, e somente nEle, sim.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Deus ama a unidade

Quando lemos a Bíblia com atenção percebemos claramente que Deus valoriza a unidade (Qualidade do que é um, ou único, ou uniforme, aquilo que não pode ser dividido). Em Gn 2,24 Deus ordena que homem e mulher formem uma só carne, ou seja, quando se casa o casal deve formar uma unidade. Deus pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, ainda que sejam três pessoas distintas, são da mesma essência, dessa forma não dizemos que existem três deuses, mas um só Deus. A totalidade dos salvos em Cristo forma a Igreja e essa é chamada de corpo de Cristo (1Co 12,27). Não somos bilhões de “igrejinhas”, mas sim uma só Igreja de Cristo.
Quando lemos a sociedade em que vivemos percebemos, também claramente, que ela valoriza o individualismo (Doutrina ou atitude que considera o indivíduo como a realidade mais essencial ou como o valor mais elevado). Vivemos em tempos de: “faça você mesmo”, “como alcançar o sucesso para si”, pasmem, vivemos em tempos de, por incrível que pareça, “auto-ajuda”. Em nossos tempos seus problemas devem ser problemas somente para você, os outros não têm nenhum compromisso na luta pela busca da solução.
Bem, essa sociedade individualista, por si só, já seria suficiente para entristecer. Infelizmente, porém, temos que juntar a essa tristeza, a de perceber que esse comportamento pecaminoso conseguiu invadir as Igrejas. São confissões de fé diferentes que brigam entre si; são milhares de denominações diferentes, lutando para ver qual á melhor; são igrejas locais que fingem que suas irmãs não estão logo ali do lado; são pastores que não se falam; são membros que falam mal uns dos outros.
Paulo diante disso falaria: “miserável homem que sou” (Rm 7,24). Triste, muito triste, aliás, arrasadoramente triste essa conclusão.
Como povo de Deus, precisamos clamar a nosso Senhor que nos ajude a restaurar os alicerces da Unidade. Precisamos retornar e mudar a trajetória de nossa vida, tomando o sentido que Cristo desejou e deseja, a unidade, “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17,21). Pois, se não fizermos isso, fatalmente dentro de pouco tempo não seremos mais reconhecidos como povo, mas apenas como indivíduos.
A salvação é individual, porém ela tem o poder de nos fazer parte do corpo de Cristo. Se lutarmos contra o corpo lutamos contra nós mesmos e mostramos que não gostamos de fazer parte desse corpo. Se não faço parte dele, logo não sou de Cristo, pois Deus só reconhece como sendo dele aqueles que são parte do corpo de Cristo.
Oração
Senhor faço minhas as palavras de Paulo: “Miserável homem que sou, pois o bem que quero fazer não faço, mas o mau que não quero fazer, esse sim dedico esforço em fazê-lo”. Deus, em nome do Senhor Jesus, clamo a ti que me ensine e ajude a viver em unidade e em conformidade com sua Palavra a vida que tenho que viver com meus irmãos, amém.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fé, um exercício de ação e de espera no Senhor

Texto: Mc 5,21-43
21 Tendo Jesus voltado de barco para a outra margem, uma grande multidão se reuniu ao seu redor, enquanto ele estava à beira do mar. 22 Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés 23 e lhe implorou insistentemente: “Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e que viva”. 24 Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia e o comprimia. 25 E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia. 26 Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava. 27 Quando ouviu falar de Jesus, chegou por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, 28 porque pensava: “Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada”. 29 Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.30 No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: “Quem tocou em meu manto?” 31 Responderam os seus discípulos: “Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: ‘Quem tocou em mim?’ ” 32 Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito aquilo. 33 Então a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido, aproximou-se, prostrou-se aos seus pés e, tremendo de medo, contou-lhe toda a verdade. 34 Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento”. 35 Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram algumas pessoas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. “Sua filha morreu”, disseram eles. “Não precisa mais incomodar o mestre!” 36 Não fazendo caso do que eles disseram, Jesus disse ao dirigente da sinagoga: “Não tenha medo; tão-somente creia”. 37 E não deixou ninguém segui-lo, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38 Quando chegaram à casa do dirigente da sinagoga, Jesus viu um alvoroço, com gente chorando e se lamentando em alta voz. 39 Então entrou e lhes disse: “Por que todo este alvoroço e lamento? A criança não está morta, mas dorme”. 40 Mas todos começaram a rir de Jesus. Ele, porém, ordenou que eles saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança. 41 Tomou-a pela mão e lhe disse: “Talita cumi!”, que significa “menina, eu lhe ordeno, levante-se!”. 42 Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos. 43 Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.
1ª parte: A fé vai além dos costumes religiosos
  • Muitas pessoas seguem suas vidas baseadas em ensinamentos religiosos, que muitas vezes estão baseados em costumes e tradições antigas. O problema é que muitos desses costumes e dessas tradições não nascem de uma profunda, verdadeira e iluminada analise bíblica, mas sim de uma superficial, falsa e carnal leitura da bíblia.
  • Diante disso vemos e ouvimos pessoas falarem e praticarem grandes absurdos sob o argumento de que aquilo esta na “palavra de Deus”.
  • Para provar que a fé vai além dos costumes religiosos o texto que lemos nos dois ótimos exemplos: 1º um chefe da sinagoga que se prostra diante de Jesus e lhe chama de mestre; 2º uma mulher que era considera impura, e que por isso não podia tocar em nenhum homem, que passa pelo meio da multidão e finalmente toca em Jesus.
  • Se os dois tivessem obedecido aos costumes o que teria acontecido seria o seguinte: 1º a filha de Jairo não voltaria a viver; 2º a mulher continuaria enferma até que aquilo a levasse a morte.
  • Ou seja, deixar simples costumes religiosos serem mais importantes que a fé pode levar à morte, ou na melhor das hipóteses, à não recepção da bênção de Deus.
2ª parte: Quando a fé nos leva a agir
  • Pelo que podemos perceber no texto a piora da enfermidade não foi motivo para que a mulher desistisse de buscar a cura, pelo contrario o texto diz que ela gastou tudo o que tinha tentando se livrar do sofrimento. O texto não diz se ela buscou alguma formula religiosa. Ao que tudo indica ela buscou elementos humanos, os médicos. Porém, nada do que ela fez surtiu o efeito desejado.
  • Muitas vezes quando tentamos resolver algo em nossas vidas nos vemos diante do mesmo processo, tudo o que tentamos, além de não trazer a solução do problema agrava ainda mais a situação.
  • A atitude da mulher diante daquela situação pode no ensinar algo: “não vou desistir, vou lutar até encontrar a minha bênção”.
  • Às vezes Deus estabelece para nós um tempo e um caminho a serem percorridos antes que a bênção solicitada alcance nossas vidas. Isso quer dizer que às vezes Deus prova a nossa fé, medindo a força que colocamos na luta.
  • Às vezes a fé deve nos levar a agir. Às vezes precisamos nos lançar no incerto, certos de que o impossível acontecerá.
3ª parte: Quando a fé nos leva a esperar
  • Como acabamos de ver algumas vezes temos de dizer: “eu vou fazer pela fé”. Por outro lado o texto também nos ensina que outras vezes temos de dizer: “não vou fazer nada, vou somente esperar”.
  • Jairo foi chamado por Cristo naquele dia para realizar esse exercício de fé, a espera. Talvez para nós que vivemos em tempos de “faça você mesmo” esse exercício da fé seja mais difícil que o outro apresentado.
  • Jairo se viu diante do inesperado. Ele foi até o Senhor, ele se humilhou, ele clamou por socorro, ele recebeu de Jesus uma resposta positiva. Agora no meio daquela euforia de ver a morte ser vencida Jesus para no meio do caminho.
  • Às vezes conosco não é diferente. Oramos, nos humilhamos, clamamos ao Senhor, e tudo começa a andar. Ficamos felizes, pois já estamos vendo a linha de chegada, e de repente tudo para.
  • E para piorar às vezes vem um aviso apavorante: “sua parada fez tudo ruir”. 35 Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram algumas pessoas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. “Sua filha morreu”, disseram eles. “Não precisa mais incomodar o mestre!”
  • Tudo acabado. Mas, será que realmente está tudo acabado? Quem disse a Jairo que tudo estava acabado foram seus conhecidos. Jesus nem prestou atenção ao que eles estavam dizendo. Sabe por quê? Porque não estava tudo acabado, pois algo somente termina quando Deus diz que termina e não quando o homem diz.
  • Agora Jairo teria que esperar. Essa espera deveria ser sem medo e com fé.
  • Da mesma maneira que algumas vezes nossa fé passa pela prova da luta, outras vezes passa pela prova da espera, sem medo e perseverante.
Conclusão
  • Algumas coisas comuns aos dois:
    1. Buscaram com fé o favor de Jesus;
    2. Agiram de acordo com o que Deus colocou em seus corações, uma agiu e o outro esperou.
A atitude muda, agir ou esperar, mas a fé é a mesma. A fé de que Cristo é poderoso para realizar o impossível. A fé de que Cristo consegue ignorar empurrões e falas pessimistas para prestar atenção em nossa vida como povo e como pessoa. A fé de que Cristo não olha para nós como um conglomerado de pessoas, mas sim como aqueles que a Ele foram dados pela Pai e que por isso não devemos nos perder.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Vamos ser usados por Deus?

17  Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. (Mt 14,17)

          A Bíblia nos fala do dia em que Jesus alimentou milhares de pessoas a partir de cinco pães e dois peixes.
          Já era final do dia quando os discípulos disseram a Jesus que as pessoas deveriam ser despedidas para que desse tempo de se alimentarem. O Senhor disse aos discípulos que eles mesmos deveriam dar solução para aquela necessidade.
         A resposta que Jesus recebeu foi que a única comida disponível eram cinco pães e dois peixes pertencentes a um jovem da multidão. A partir da informação da existência desse alimento Jesus realiza um grande milagre, multiplicando o que se tinha de forma que o resultado foi que todas as pessoas se fartaram de pão e peixe e ainda sobrou comida para encher doze cestos.
         Algumas considerações;
  • Jesus para suprir as necessidades do povo realizou um milagre;
  • Para oferecer alimento ä multidão Jesus poderia até mesmo transformar pedras em pães, mas escolheu multiplicar algo que alguém lhe ofertou;
  • Cinco pães e dois peixes era pouco para milhares de pessoas, por outro lado era tudo que o jovem possuía.
         Algumas conclusões:
  • Algumas pessoas podem acreditar que o quem tem para oferecer a Deus é pouco, porém quando esse “pouco” é o seu melhor Deus multiplica as capacidades;
  • Deus usa pessoas humildes e desconhecidas de muitos;
  • Se o que temos pode ser usado por Jesus para abençoar a vida de outras pessoas, inclusive a nossa, por que não entregar a Jesus?
         Devemos usar nossos talentos a serviço de Deus, pois o que temos para oferecer não é pouco e também não é muito, é sim o suficiente para que Deus nos use para ser benção na vida de milhares de pessoas.
Vamos ser usados por Deus?
Pr. Marcelo Cianelli

domingo, 10 de maio de 2009

Cansados e Sobrecarregados


Texto: Mateus 11,25-30
25 Naquela ocasião Jesus disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos.26 Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.27 “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar.28 “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.29 Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
 Introdução
 Para que possamos experimentar o descanso é preciso antes conhecer o cansaço. Só conseguiremos realmente desfrutar do prazer que o descanso oferece quando o esgotamento prevalecer sobre nós.
Existem vários tipos de descanso, bem como existem vários tipos de cansaços. Por exemplo, existe o cansaço de brincar com os filhos o dia todo e à noite experimentar o descanso de uma boa noite de sono.
Existe também o cansaço de tentar dialogar com alguém o dia todo, só conseguindo chegar a brigas e discussões, experimentando uma noite mal dormida, remoendo todas as ofensas ditas e ouvidas.
Assim, existem cansaços que provocam prazer e outros que provocam tristezas. Com os cansaços que provocam prazer a energia rapidamente é renovada. Com os cansaços que provocam tristezas a energia demora a ser renovada, e tantas vezes sequer é renovada.
Gostaríamos que nossa vida fosse recheada com muito mais prazer do que tristeza, e muitas vidas são realmente assim. Porém, nem sempre está ao nosso alcance escolher, pois o desfecho de nossos eventos diários dependem de uma série de fatores que não estão sob nosso controle.
Por isso tudo ficamos cansados e sobrecarregados:
Cansados e Sobrecarregados
Cansaço: Falta de forças
Sobrecarregado: Aquele que sofre muitas pressões
 Características
  • Fadiga mental e física;
  • Dores de cabeça;
  • Problemas de estomago e mal-estar;
  • Perda de rendimento no trabalho;
  • Irritação;
  • Falta de concentração;
  • Baixa auto-estima;
  • Perda da personalidade;
  • Falta de perspectivas em relação ao futuro;
  • Abuso de álcool;
  • Drogas;
  • Impaciência com os outros.
 Comportamento
  • Não procurar ajuda e tentar resolver sozinho;
  • Esperar que o problema se resolva sozinho. Apatia;
  • Procurar ajuda quando está quase tudo perdido;
  • Esperar que outros pessoas resolvam o problema;
 Vinde a mim, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pressões não são um problema quando você tem forças para enfrenta-las;
  • Você só consegue renovar suas forças descansando;
  • Algumas características do descanso: Apoio, proteção, alívio, consolo;
  • Muitas pessoas ficam decepcionadas achando que Cristo deveria oferecer a elas  uma vida sem dificuldades.
  • O que Jesus está oferecendo é a renovação de suas forças, não a extinção de seus problemas.
Conclusão
 Se cansar não é pecado. Muitas pessoas sentem-se cansadas.
 São muitos tipos de cansaços. Você pode até mesmo estar cansado de ficar resolvendo o problemas de outras pessoas, ou seja, pode estar cansado de ser o solução dos outros.
 Ouça as palavras de Davi:
"Já estou cansado do meu gemido, toda a noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas,"  (Salmos 6,6)
Sabedor disso, Cristo nos oferece alívio necessário para suportar o cansaço. Ele não nos livra de lutar, pois lutas são necessárias para que nos tornemos vencedores. Por outro lado, Ele nos da força e alivio necessários para que não nos tornemos fracos e perdedores.
Pr. Marcelo Cianelli (Mensagem pregado na 11ª IPI de Sorocaba em 03/05/09)

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